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Um cartório a serviço da comunidade gurupiense
A serventia é titularizada por Marlene Fernandes Costa, investida na delegação destes serviços de registro imobiliário desde o ano 1985.
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Abaixo estão os principais atos e serviços prestados por esta serventia. Para solicitações eletrônicas, utilize os canais indicados em cada serviço; para dúvidas específicas, entre em contato pelo telefone (63) 3312-2020.
Escolha abaixo o modelo desejado. Você preenche os dados diretamente nesta página e o requerimento é montado automaticamente, pronto para imprimir, assinar e apresentar no cartório.
A firma do signatário deve ser reconhecida, salvo quando o próprio titular assina presencialmente no balcão. Dúvidas: (63) 3312-2020.
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Consulte abaixo a documentação necessária, de forma geral, para os principais atos registrais. Cada caso pode exigir documentos adicionais — recomendamos contato prévio com nossa equipe.
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Os prazos para os serviços de Registro de Imóveis são estabelecidos pela legislação aplicável, incluindo a Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022, que trouxe importantes disposições sobre a atividade registral imobiliária.
Abaixo, apresentamos os prazos previstos em lei para cada tipo de serviço prestado por esta serventia.
Nosso compromisso é assegurar a confiança e a satisfação de quem nos procura, com serviços de excelência alinhados à legislação vigente. Em caso de dúvidas, entre em contato — teremos prazer em ajudar.
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Plus Code: 7WFM+MR Gurupi, Tocantins
Um pouco da história de Gurupi
A história de Gurupi tem origem no início da década de 1940, com a descoberta dos garimpos de cristal de rocha, que atraiu garimpeiros de regiões distantes. Pioneiros como Benjamim Carvalho de Lima (o "Bião") e André Cerqueira se instalaram às margens dos ribeirões Pouso do Meio, Mutuca e Água Franca, iniciando o povoamento da região.
O nome "Gurupi" tem origem indígena, homenageando um cacique da nação Xerente que habitava a região, conforme relatos colhidos por pioneiros como Maurílio Rezende dos Santos junto a descendentes do povo aldeado pelos jesuítas na missão do Rio Canabrava. Em 1951, Benjamim Rodrigues Nogueira adotou o nome do cacique para batizar o povoado recém-fundado, instalando-se definitivamente na região em 1952, ocasião em que concluiu a picada da rodovia projetada pelo engenheiro Bernardo Sayão.
O povoado cresceu rapidamente: em 1954 foi rezada a primeira missa e lançado o alicerce da futura Matriz de Santo Antônio, padroeiro da cidade; em 1955 foi fundada a Escola Paroquial e iniciados os primeiros serviços médicos e odontológicos. Em 9 de outubro de 1956, Gurupi foi elevada à condição de distrito de Porto Nacional, sendo instalada oficialmente em 1º de janeiro de 1957.
Em 14 de novembro de 1958, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás promulgou a Lei nº 2.140, criando o Município de Gurupi. O município foi efetivamente instalado em 1º de janeiro de 1959, com a posse do primeiro prefeito nomeado, Melquiades Barros dos Santos. Em 1960, ano de fundação deste Registro de Imóveis, Gurupi realizou seu primeiro pleito eleitoral, elegendo Francisco Henrique de Santana e Luiz Brito Aguiar.
Foto: Acervo do jornalista Zacarias Martins
Foto: Arquivo Nacional
Hospital Delfino Aguiar – Foto: Acervo do jornalista Zacarias Martins
Velho Mercado Municipal – Foto: Acervo do jornalista Zacarias Martins
Hoje, as avenidas da cidade recebem os nomes dos estados brasileiros — sendo a Avenida Goiás a principal via — enquanto as ruas, embora renomeadas em homenagem a personalidades históricas, ainda são popularmente identificadas por sua numeração original.
Ensino superior em Gurupi
Gurupi possui um campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), oferecendo os cursos de Agronomia, Biologia, Engenharia Florestal, Engenharia Biotecnológica e de Bioprocessos e Química Ambiental.
Também está presente a Universidade de Gurupi (UnirG), contando atualmente com 17 cursos de graduação — entre eles o curso de Direito. Outra importante instituição de ensino superior instalada no município é o Instituto Federal do Tocantins (IFTO).
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Órgãos, tribunais e instituições parceiras ou relacionadas à atividade registral e ao cidadão de Gurupi.
Acervo Histórico — Memória da Serventia
A guarda de uma memória que é de toda a cidade
O livro acima não é uma peça de museu: é um documento vivo, consultado até hoje. Nele estão os primeiros títulos apresentados a esta serventia, lançados um a um, à mão, na ordem em que chegaram ao balcão — e é dessas folhas que descende a cadeia dominial de boa parte dos imóveis de Gurupi. Guardar esses livros em condições de leitura, por décadas, num clima de calor e umidade que não perdoa papel, é parte silenciosa do trabalho registral.
Boa parte desses assentamentos manuscritos foi lavrada pela própria Marlene Fernandes Costa, atual titular da serventia. Ela entrou no cartório em 1965 como Escrevente Juramentada e assumiu a titularidade em 1985: a mesma letra que preencheu protocolos e transcrições ao longo dos anos 1960, 1970 e 1980 responde hoje pelo Registro de Imóveis de Gurupi. Poucos cartórios no país podem dizer que quem escreveu o acervo ainda é quem o assina.
Por isso reunimos aqui, em ordem cronológica, os documentos que contam essa história — das escrituras lavradas no gabinete do prefeito antes de existir cartório até os atos federais que definiram o território da cidade. Preservá-los e torná-los públicos é, no fim, a mesma função de sempre: dar publicidade e segurança àquilo que foi registrado.
A cidade e os documentos
Um retrato do Brasil em expansão
Gurupi nasceu no final da década de 1950, impulsionada pela abertura da rodovia Belém-Brasília (BR-153), durante o governo de Juscelino Kubitschek. Antes de se tornar município, era a "Vila de Gurupí", pertencente ao Município de Porto Nacional, no então norte do Estado de Goiás. Emancipada em 1958 e instalada como município logo em seguida, a jovem cidade cresceu vendendo seus primeiros lotes urbanos — muitos deles na Avenida Pará, coração do loteamento original.
Os documentos abaixo, organizados em ordem cronológica, acompanham essa trajetória: das primeiras escrituras lavradas no gabinete do prefeito à criação do cartório do 1º Ofício, dos valores em cruzeiros aos valores em reais, do papel timbrado de Goiás ao timbre do Estado do Tocantins, criado pela Constituição de 1988 e instalado em 1º de janeiro de 1989.
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Sobre este acervo. Os documentos aqui descritos integram o arquivo histórico da serventia e foram transcritos a partir dos originais digitalizados, preservando-se grafias da época (como "Gurupy" e "Gurupí"). Datas, valores e números de lotes reproduzem o teor de cada instrumento. As notas de contexto histórico têm finalidade educativa e não substituem certidões oficiais, que podem ser solicitadas ao cartório pelos canais de atendimento. Em respeito à privacidade e à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), dados pessoais de particulares constantes dos documentos originais foram omitidos desta exposição.
O Registro de Imóveis de Gurupi é mais do que uma serventia extrajudicial: é parte viva da história da cidade, tendo acompanhado sua fundação e seu crescimento ao longo de mais de sessenta anos. Conheça abaixo os registradores que construíram essa trajetória e, para se aprofundar nos documentos e marcos que atravessaram décadas, visite nosso Acervo Histórico.
Joaquim Pereira da Costa — nomeado, em junho de 1960, Tabelião e Oficial do Registro de Imóveis de Gurupi.
Nossa História
Joaquim Pereira da Costa e Marlene Fernandes Costa
A trajetória desta serventia se confunde com a história de duas pessoas: Joaquim Pereira da Costa, seu primeiro Tabelião e Oficial, e Marlene Fernandes Costa, sua atual titular. Conheça abaixo a biografia de Joaquim Pereira da Costa.
Biografia de Joaquim Pereira da Costa
Nasceu em 18 de agosto de 1936, na cidade de Posse-GO, filho de Waldemar Pereira da Costa e Idalina Rosa de Castro. Quarto filho dos nove de seus pais.
Foi alfabetizado e concluiu o primeiro grau, na Escola Dom Prudêncio de Posse. Ainda em Posse (GO), de 21.03.1960 a maio de 1960, exerceu, interinamente, o cargo de Tabelião e oficial do Cartório de Tabelionato e Registro de Imóveis daquela cidade. Fez o segundo grau, na Escola Técnica de Comércio de Goiânia-GO, com especialização em contabilidade, tendo concluído o referido curso em 1960. Participando ativamente do movimento estudantil, assumiu funções junto ao grêmio estudantil daquela instituição de ensino.
Prestou concurso e foi aprovado para o cargo de Tabelião e Oficial de Registro de Imóveis da cidade Gurupi, então Estado de Goiás, sendo nomeado em junho de 1960, para onde se transferiu definitivamente estabelecendo sua morada com ânimo definitivo, até seu falecimento.
Vindo para Gurupi, depois de estabelecidos e decorridos dois anos de sua permanência, casou-se com a Sra. Marlene Fernandes Costa, no dia 25.08.1962, com quem teve três filhos: Joaquim Pereira da Costa Júnior, Luiz Carlos Fernandes Costa e Joanes Paulo Fernandes Costa.
Integrado à comunidade local, com membro efetivo, exerceu o magistério, no ensino primário e do curso de admissão no Colégio Bernardo Sayão de Gurupi, destacando-se como representante do magistério local. Foi nomeado escrivão do Cartório do Crime, do Cartório Eleitoral, Secretário de Juiz e Superintendente Regional de Educação e Cultura de Gurupi. Em 1969, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito de Anápolis-GO, concluindo o curso de direito no ano de 1973.
Fiel aos princípios cristãos – no catolicismo apostólico romano – decorrentes de fervorosa fé e tradição familiar, ainda como escriba realizava denúncias por cartas, discursos em eventos sociais e religiosos, professando a liberdade de expressão e violação aos direitos humanos, insurgindo-se contra a ordem estabelecida de então.
Tornou-se conhecido como um dos mais brilhantes oradores da região norte do então Estado de Goiás, alçado à condição de líder e defensor dos interesses do que viria a ser o Estado do Tocantins.
Nesta condição, destacou-se como orador e líder, inicialmente da comunidade local, tendo ainda no ano de 1969, concorrido às eleições para o cargo de Prefeito de Gurupi, pelo Partido Aliança Renovadora Nacional (ARENA), sendo eleito, tomando posse em 31.01.1970, exercendo o cargo até 31.01.1973. Nesta primeira gestão destacou-se pela integração das comunidades rurais isoladas, com construções rudimentares, porém transitáveis, de estradas vicinais (Estrada da Praia, Porteiras, Água Franca, Mata, etc.), e instalação das escolas públicas rurais, tudo com parcos recursos dos próprios municípios.
Com destacada vocação de oratória, tornou-se conhecido como um dos mais brilhantes oradores da região norte, do então Estado de Goiás. Com tais atributos, fora alçado à condição de representante dos interesses regionais dos municípios do atual Estado do Tocantins, até então considerado simplesmente como Norte de Goiás. Tal título lhe fora conferido pelos prefeitos da referida região, nomeando-lhe como líder e defensor dos interesses nortenses, representando-os nas assembleias estaduais e nacionais daquela época.
Naquela ocasião, compartilhava afinidades políticas e divergências com os expoentes políticos nacionais e regionais de então, tais como o Ministro Mario Andreazza, os Senadores Ozires Teixeira e Benedito Boa Sorte, os dois governadores que lhe foram contemporâneos de pleito – Irapuan Costa Júnior e Ari Ribeiro Valadão –, e os Deputados Antônio Rezende Monteiro, Manoel Libânio Araújo, Antônio Pereira da Silva, entre outros, gozando de excelente prestígio e respeitabilidade com a classe política de então, especialmente por representar os interesses da região norte de Goiás.
Na política local, sempre atuou como mediador entre os interesses das oligarquias regionais representadas pelas famílias Rodrigues, Brito, Barros, Santos e Aguiar, todos ocupantes de destacados cargos políticos locais e largas influências nas esferas estaduais e federais, e os interesses das pequenas associações, organizadas ou não, de posseiros, moradores, carroceiros e pequenos proprietários rurais de sua comunidade e da região norte. Nos conflitos agrários, atuou como moderador, visando a legalização das ocupações e o abrandamento dos conflitos estabelecidos, valendo-se da sua experiência como Registrador Público.
Diante da destacada atuação, concorreu novamente, em novembro de 1976, às eleições para Prefeito Municipal de Gurupi, pelo mesmo partido. Eleito, tomou posse em 31.01.1977, terminando seu mandato em 31.01.1982. Nesta segunda gestão, ganharam destaque as discussões ideológicas e a luta social da redemocratização do País, antecipando-se ao evento político posterior que culminou nas "diretas já". Numa época em que não se conhecia a "Lei de Responsabilidade Fiscal", destacou-se, nos dois mandatos eleitorais, como administrador austero e afinado com as regras do Estado responsável, honrando todas as obrigações da administração municipal contraídas durante a vigência de seu mandato.
Ainda na eleição municipal, destacava-se pela independência das ideias, tendo disputado as eleições majoritárias com um militar, cuja luta acesa de então era a derrubada do regime autoritário. Embora integrante da ARENA – partido político de então que dava sustentação política aos governos militares – apresentava-se como dissidente. Finda o mandato, retomou suas atividades de notário e registrador, cargo no qual fora investido por concurso público, mantendo a vinculação partidária e exercendo atividades rurais no município de Gurupi.
Morreu precocemente, aos 48 anos de idade, de infarto agudo do miocárdio, falecendo no dia 30 de maio de 1985, em sua propriedade rural situada no município de Crixás (Fazenda Três Irmãos), tendo sido enterrado no cemitério público de Gurupi (TO), no jazigo da família.
Foi agraciado post mortem, e admitido no Corpo de Graduados Especiais, recebendo condecoração com a Ordem do Mérito no Estado do Tocantins, no grau de comendador, conforme Decreto Estadual nº 2.411, de 20 de fevereiro de 1991. Ainda in memoriam, foi reconhecido pela significativa contribuição para a consolidação do Estado do Tocantins e afirmação de cidadão tocantinense, sendo-lhe conferido um segundo título estadual, admitindo-o como homenageado de honra no quadro ordinário, no grau de comendador, através do Ato nº 1.251, de 30 de dezembro de 2002, passado pelo Sr. Governador do Estado do Tocantins.
Biografia compilada em novembro de 2003.





